Gustavo Bueno

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, espécie de acessório ou sobressalente próprio, arredores irregulares da minha emoção sincera, Sou eu aqui em mim, sou eu. Sou eu mesmo, que remédio!

Semente de horas invisíveis
Saudade aflita do que não vivi –
navio de desejos enrugados.

Morada no cume do monte ensolarado
tempestade muda que desaba.
E lá, bem dentro do coração,
desespero de intensa toada,
aquele vazio.

Não é fácil sentir os pelos na pele
contar as horas em que apenas sonho
e ver sentada o infinito cínico doído:
aquilo que não tem nome.

— Clarissa Macedo

(Fonte: consideracaodopoema.blogspot.com)

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