Não suporto mais a fraqueza que carrego em cada passada. Odeio-me em partes. Partes que não condizem com o fardo que impregnou-se em minhas veias. Avulso com as palavras que balbucio. Sem vocabulário extenso a armados diálogos. Sem desculpas, repleto de “e se…” Atolado nos meus pesadelos, crucificado nas escolhas erradas. Preso em uma sala, afogando-me aos poucos no passado. Fugi da pessoa que me olhava pelo reflexo do espelho, não suporto mais olhos mortos.
— Hélida Carvalho. (via feitadevazios)
(Fonte: recantos)